29/12/2011 - Ode de Horácio – texto e tradução

XI

Tu ne quaesieris (scire nefas) quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. Vt melius quicquid erit pati!
Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum, sapias, uina liques et spatio breui
spem longam reseces. Dum loquimur, fugerit inuida
aetas: carpe diem, quam minimum credula postero.
(Hor., O. I, 11)

Tradução:

Não busques—é proibido sabê-lo—que fim os deuses reservaram para mim, para ti, Leucônoe, nem interrogues os cálculos babilônicos. Como será melhor suportar o que quer que seja! Quer Júpiter te conceda vários invernos quer este último, que agora castiga o mar Tirreno contra os rochedos que o cercam, sê sábia, filtra os vinhos, e, por causa do breve espaço de tempo, não concebas longas esperanças. Enquanto falamos, o tempo invejoso terá fugido: aproveita o momento, o menos crédula possível no dia seguinte.

(Trad. Miguel Barbosa do Rosário)

Terei oportunidade de comentar a presente Ode em outros momentos. Hoje minha proposta era apenas apresentar o contexo em que aparece a frase por mim selecionada para dar nome ao blog

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